sábado, 26 de fevereiro de 2011

REGIMENTO INTERNO DA CÂMARA MUNICIPAL DE MONSENHOR TABOSA

Regimento Interno


sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

ORGULHO TABOENSE 5 - FRANCISCO JOSÉ SOARES FEITOSA


SOARES FEITOSA

FRANCISCA SOUTO TEIXEIRA E JOAQUIM ALVES FEITOSA - AVÓS PATERNOS

À esquerda, avó Francisquinha, oitenta e tantos, porém lúcida; o avô Joaquim, beirando os 90. Atrás (excetuando as crianças), a mãe, o primo José Ulisses, Soares Feitosa, o tio Vicente, sua esposa e Edite(prima)

FRANCISCO JOSÉ SOARES FEITOSA, conhecido por SOARES FEITOSA, ilustre poeta, reconhecido pela crítica, como um dos grandes escritores, nasceu na cidade de Ipú, mas, pequeno veio para Monsenhor Tabosa, onde passou a sua infância, sendo tido e havido como Taboense, portanto o é, de fato.
A sua veia poética pode se dizer herança de família pois tanto a família SOUTO, de seu pai é rica em poetas, tal qual o Antônio Souto, como o é a família materna, onde se encontra o grande sonetista Adauto Gondim.  
Seu nascimento ocorreu na cidade de Ipu, por uma fatalidade.
Como em Monsenhor Tabosa, não havia maternidade, nem médico, Tatim se mudou para aquela cidade para melhor garantir a sobrevivência da mulher e do filho esperado.
Realmente a mulher e o filho sobreviveram, mas quis a fatalidade que o chefe da família morresse, na véspera do nascimento do filho.
Com a criança, muito nova, ainda, nos cueiros, dona Anísia retornou para Monsenhor Tabosa, onde Soares Feitosa viveu os primeiros anos de sua infância e aprendeu as primeiras letras.
Inteligência fora de série, Chico José mudou-se para Nova Russas, passando a morar na casa do vigário, monsenhor Leitão, primo de sua mãe. De lá, Francisco José foi para o seminário.
Deixando a batina, prosseguiu com os estudos, bacharelou-se em Ciência Jurídicas e Sociais e ingressou na Receita Federal, no posto de fiscal.
Elogiado pelos que cultuam as letras portuguesas, SOARES FEITOSA é um dos mais ilustres taboenses, da atualidade.

 SOARES FEITOSA, Francisco José, 19.01.1944, Ipu, CE. Infância em Monsenhor Tabosa, CE. Ingressou no jornalismo, ainda menor de idade, repórter no jornal Gazeta de Notícias. Aos 20 anos, concurso ao Banco do Brasil e Fiscal do Consumo, atual auditor da ReceitaFederal, de que se aposentou depois de 35 anos de serviço. Trabalhou no Recife e em Salvador. Até os 50 anos, não se envolveu com Literatura, nada tendo escrito até então. Publicou um único livro, Psi, a Penúltima, em 1997, esgotado, com ampla repercussão à crítica especializada. Mantém na Internet o Jornal de Poesia, imenso, inesgotável, autêntica Biblioteca de Alexandria, milhares de poetas e, segundo o Google, o mais visitado endereço de poesia de língua portuguesa em toda a rede mundial de computadores.

 FONTES: 

http://www.revista.agulha.nom.br/equipe.html
Anotações de J. Helder Mesquita

LEIA NA PÁGINA DO JORNAL DE POESIA CLICANDO  AQUI



SOARES FEITOSA POR ELE MESMO...


"Nasci em 19.01.44, Ipu, CE, mas a infância passei-a em Monsenhor Tabosa, também no Ceará. Órfão de pai ao nascer.  

Fui jornalista na juventude; caixeiro-viajante no Piauí; depois funcionário do Banco do Brasil. Aos 21 anos já era Fiscal do Consumo. Sempre por concurso. Aos 22, casei com uma serrana, Glaucineide, e com ela tenho cinco filhos.

Em 1993, quase aos cinqüenta anos, escrevi meu primeiro poema. Até então, nenhuma ligação com o meio literário. Dedicava-me exclusivamente aos assuntos tributários, da atividade de auditor fiscal, e ao acompanhamento da atividade dos filhos, vários açougues na praça do Recife, uma empresa de médio porte que quebrou bem quebradinha depois que me meti a poetar. Ou, pelo contrário — um enigma até hoje não resolvido —, ter-me-ia estabelecido poeta ante a quebra dos açougues. O fato é que, do dia para a noite, de açougueiro e tributarista, inventei-me à poesia. Precisamente na manhã do dia 19.09.1993, quando escrevi, num tirinete, o Siarah.

Em 1996 iniciei a publicação artesanal do livro Réquiem em Sol da Tarde. Ainda em 1996, fundei, na Internet, o Jornal de Poesia. Em 1997 publiquei o primeiro livro, Psi, a penúltima - esgotado.

Morei 14 anos no Recife e quatro em Salvador. Retornei para Fortaleza (2001) já aposentado, tempo completo, 35 anos, prego batido, ponta virada. Em fortaleza, completo o leite das crianças com a atividade de especialista em tributos (Feitosa Consultoria Tributária e Advogados Associados, OAB-CE nº 288)..

Mantenho, na Internet [Jornalista - DRT, CE, REG nº 364, 15.5.1964], além do Jornal de Poesia, o Jornal de Tributos e o Jornal de Filosofia. Sou o jornalista responsável pela revista eletrônica Agulha, editada por Floriano Martins e Claudio Willer, hospedada aqui dentro do Jornal de Poesia.

Planejo — antes que a ceifeira chegue — mais um monte de coisas, dentre elas editar Salomão, um projeto praticamente sem fim."


FONTE: 

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

TABOENSE ROSIER ALEXANDRE VAI TENTAR ESCALAR O KILIMANJARO NA ÁFRICA

KILIMANJARO



ROSIER ALEXANDRE


ROSIER NO MONTE MACKINLEY NO ALASCA-EUA



Ele é cearense, descendente de uma família de agricultores da cidade de Monsenhor Tabosa, e com 15 anos veio para Fortaleza estudar. Fez curso técnico e faculdade, mas entrou para a história do Estado do Ceará e do País quando se tornou o primeiro montanhista do Norte/Nordeste a escalar o Aconcágua, maior montanha fora da Ásia, com 6.962m de altura, situada na Cordilheira dos Andes. Já acrescentou outros significativos feitos ao currículo de montanhista, e agora se prepara para um novo desafio: escalar o Kilimanjaro, maior montanha – 5.895 metros -, localizada na África.
A empreitada ao Kilimanjaro faz parte do Projeto Sete Cumes, que Rosier está executando e consiste em escalar a maior montanha de cada continente. O citado projeto foi realizado por aproximadamente 200 pessoas, dentre elas, apenas um brasileiro. E este cearense de Monsenhor de Tabosa pode se tornar o segundo brasileiro a alcançar esse feito.
O “ataque” de Rosier Alexandre ao Kilimanjaro, que fica na região norte da Tanzânia, junto à fronteira com o Quênia, tem início na próxima quinta-feira (24/02), quando ele viaja para o continente africano e para a Tânzania, evidentemente. Esse monte é um antigo vulcão, com o topo coberto de neve, por isso mesmo conhecida como a montanha branca. Um dos pontos mais isolados da Terra, ano após ano sua camada de gelo vem diminuindo.
Além do Aconcágua, Rosier Alexandre já superou o Ojos del Salado, maior vulcão da Terra, com 6.893 metros e localizado no Chile; a montanha Huayna Potosí, que fica na Cordilheira Branca, na Bolívia, e tem 6.088 metros. A última expedição do montanhista de Monsenhor Tabosa, que começou suas aventuras de escalada nos monólitos de Quixadá, foi a subida do Monte McKinley, no ano passado.  Situado no Alaska e considerado o ponto mais alto da América do Norte, no inverno a temperatura no McKinley chega a 70 graus negativos e no verão, 40 graus. E justamente o intenso frio atrapalhou os planos do alpinista cearense de atingir o cume dessa montanha, que tem 6.194 metros. Ele ficou a 60 metros do cume.


FONTE: DIARIO DO NORDESTE

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

ORGULHO TABOENSE 4 - JOSÉ HELDER DE MESQUITA (DR HELDER)

Helder e Heloísa

Família Almeida Mesquita



Nascido em 30 de março de 1935, na cidade de Monsenhor Tabosa,  fez seus primeiros estudos primários nas precárias escolas de sua cidade natal.

Transferiu-se, aos doze anos de idade, para estudar na Escola Apostólica de São José (Tianguá/Ce), dirigida pelos  frades franciscanos (Ordem dos Frades Menores - OFM).

Depois se matriculou no Seminário São José de Sobral, onde estudou por 06 anos, partindo, em seguida, para o curso de filosofia no “Seminário Maior da Prainha”, de onde saiu, em 1955.

Em 1957 ingressou, através de exame vestibular, na Faculdade de Direito da UFC, tendo colado grau de Bacharel em Ciências Jurídicas e Sociais, no ano de 1961 e, logo em seguida se registrado na Ordem dos Advogados do Brasil.

No mesmo ano, em 25 de dezembro, foi à sua terra, Monsenhor Tabosa, e ali, pediu a mão de sua bem amada Heloisa, com quem noivou, tendo se casado em dezembro de 1962 e vive, até hoje, uma união feliz e prolífera.

Com o diploma nas mãos e a carteira da OAB no bolso, o autor se lançou nas lides jurídicas, como Advogado militante, no período de 1962 a 1968, exercitando a advocacia nos mais diversos municípios cearenses (Independência, Novo Oriente, Quiterianópolis, Tauá, Parambu, Arneiroz, Pedra Branca, Tamboril, Monsenhor Tabosa, Santa Quitéria, Hidrolândia, Nova Russas, Ipu e Guaraciaba do Norte) com escritório sediado na cidade de Crateús.

Em 1968 ingressou, através de concurso público, na Magistratura como Juiz de Direito, tendo judicado até 1995, quando se aposentou na Entrância Especial, sempre sendo promovido por merecimento. Algumas vezes tomou assento no pleno do Tribunal de Justiça do Ceará e foi membro do Tribunal Regional Eleitoral do Ceará durante 4 anos.

Como Juiz de Direito, trabalhou em várias comarcas e termos cearenses(Cariré, Sobral, Jaguaribe, Icó, Pereiro, Jaguaretama, Solópole, Tauá, Parambu, Cococi, Arneiroz, Catarina, Baturité , Capistrano, Itapiuna, Mulungu, Aratuba, Pacoti, Guaramiranga, Aracoiaba e Fortaleza).

Nas comarcas para onde era designado se integrava imediatamente ao meio social e, ao mesmo tempo, permanecia eqüidistante das diversas correntes políticas, procurando sempre pacificar os ânimos com o intuito de melhor exercitar seu múnus judicante.

Em várias dessas cidades onde exerceu a Magistratura fundou ou se filiou a clubes de serviços (Lions Clube), cuja  finalidade é prestar assistência às comunidades carentes, angariando, assim, o respeito e a amizade dos cidadãos.

Dr. Helder Mesquita, após sua aposentadoria, foi nomeado pelo então governador Tasso Jereissati para ser o Corregedor Geral dos Órgãos de Segurança Pública e Defesa da Cidadania, trabalhando junto com o General Cândido de Vargas Freire na organização, montagem e desenvolvimento das mudanças naquela Secretaria. Enfrentaram com brilhantismo o movimento grevista da policia civil naquela época.

É cidadão de vários municípios cearenses, entre eles Fortaleza.

Atualmente é membro da Academia Leonística de Cultura no Ceará, bem como pertence também à Academia Maçonica de Letras. Na mesma maçonaria galgou todos os graus, chegando a fazer um discurso considerado como uma das pérolas da maçonaria por todos ao presentes no dia de seu ingresso no Grau 33,último grau da filosofia maçônica.

O Dr. Helder Mesquita já escreveu dois livros:
- “Monsenhor Tabosa e Suas Histórias” e “João Pinto de Mesquita, O Patriarca do Jacurutu”.

          Teve como avós paternos, José Alves de Mesquita Neto e dona Maria Perpétua de Mesquita Benevides (dona Marocas) e Boaventura Alves de Mesquita, o Major Ventura da vila da Telha, como avô materno e casado com Maria da Conceição de Mesquita.                                                                                                                                    

São seus pais, o comerciante, Luis Alves de Mesquita, natural de Santa Quitéria e sua esposa, dona Luisa Santina de Mesquita, de prendas do lar, natural de Monsenhor Tabosa, mas filha de quiterienses.

Dona Santina era prima legítima de seu sogro, José Alves de Mesquita Neto. Ambos, netos de José Alves de Mesquita, bisavô materno e, ao mesmo tempo, trisavô paterno.  

DONA SANTINA E "SEU" LUIS ALVES

Sobre seus pais diz Helder Mesquita:

“Meu pai pode ser considerado um herói. Aos dezessete anos, ficou órfão de pai, tornando-se arrimo de família, com a mãe e seis irmãos menores para sustentar. Deixou os estudos e entregou-se ao trabalho braçal. Foi vaqueiro de seu avô paterno, o Coronel Manoel Severino Máximo de Mesquita, na fazenda Retiro. Foi cassaco, trabalhando, no pesado, na construção da ladeira da Mina, estrada ligando Ipu a Campo Grande, hoje, Guaraciaba do Norte. Foi pequeno comerciante em Santa Quitéria e, finalmente foi para Monsenhor Tabosa, como corretor de Assis Lobo, onde, numa labuta de sol a sol, acabou de criar os irmãos, educou todos os filhos, foi prefeito da cidade e tornou-se um grande agropecuarista do município e seu maior comerciante. Morreu de um infarto no miocárdio aos sessenta e oito anos de idade, em Monsenhor Tabosa, às 22 horas do dia 30 de abril de 1970.

Minha mãe, dona Luisa Santina de Mesquita, era uma senhora piedosa e muito caridosa. Fazia parte de várias associações pias e ajudava a muitas pessoas pobres. Muito dedicada a seus afazeres domésticos, ótima dona de casa, excelente mãe, adorável irmã e prestimosa esposa. Meu pai sofreu o seu primeiro enfarto aos cinquenta e cinco anos e, durante treze anos, nunca mais gozou saúde, passando grande parte de sua vida, interno na Casa de Saúde São Raimundo e minha mãe, mesmo com a saúde abalada, sofria do mal de Parkinson, sempre lhe ficou ao lado. A vida toda cuidou de dois irmãos inválidos.

Faleceu de um AVC, em Fortaleza, na madrugada de 30 de junho de 1978, aos setenta e quatro anos de idade.   

Do casamento de meus pais, nasceram quatro filhos, eu e meus irmãos, Sebastião Heldenir de Mesquita, nascido em 09 de setembro de 1937, grande intelectual e conceituado poeta, residente em Salvador Bahia, onde desfruta de sua aposentadoria ao lado dos filhos e da esposa, Walderez Cavalcante de Mesquita; Maria do Socorro de Mesquita, nascida no dia 25 de novembro de 1939, agrônoma e professora aposentada, residente em Monsenhor Tabosa, onde é líder política de prestígio e desfruta de sua aposentadoria ao lado dos filhos e dos netos e Quitéria Auristéa de Mesquita, nascida no dia 24 de março de 1942, residente em Monsenhor Tabosa, onde desfruta, ao lado dos filhos, de sua aposentadoria além de Sebastiana Cavalcante de Mesquita, conhecida por Célia, nascida no dia 11 de janeiro de 1952, filha de uma irmã da mamãe e criada, como filha, por meus pais, casada com o agrônomo, José Távora Pinheiro, líder político na cidade de Jaguaribe, onde reside e de onde já foi prefeito por quatro vezes.”

Hoje Helder Mesquita tem uma herança familiar de 4 filhos (Estefânia, Luiz - Izabel, Helder – Manuela e Regina - Paolo) e 10 netos (Andressa, Ariane, Matheus, Lucas, Rebecca, Isabelle, Jonatas, André Luiz, Bruno e a pequena ítala-brasileira Natália) e reside atualmente em Fortaleza, capital do Ceará.

Esse é um pouco da vida de José Helder de Mesquita, meu pai e um dos orgulhos dessa Monsenhor Tabosa que todos aprendemos a amar.




TEXTO TEVE COMO FONTES ANOTAÇÕES DE F. AYRTON AGUIAR E DR HELDER MESQUITA 

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

MEMORIA TABOENSE II - MAJOR VENTURA

A FRENTE: Isa, Conceição, Major Ventura e Oiô  ATRÁS: Tinô e Santina

BOAVENTURA ALVES DE MESQUITA, conhecido por Major Ventura, era casado com sua prima, dona Conceição, de cuja união nasceram quatro filhos, José Bonifácio, conhecido por Ioiô, Francisco Porfírio, o Tinô; Luiza Santina, casada com Luis Alves de Mesquita e Luisa, vulgarmente, Isa, casada com Luis Cícero Mesquita Cavalcante.
Major Ventura morou grande parte de sua vida na vila da Telha, onde, sempre foi uma pessoa respeitada e bem conceituada.
Por muitos anos, cuidou da segurança da vila, no posto de Delegado Civil.
Dona Conceição, esposa do Major Ventura, faleceu, em 1933.
Major Ventura em 1940, morreu de um AVC.

MONSENHOR TABOSA NA NET JÁ FAZ PARTE DA REDE DE BLOGS CEARENSES


Nosso blog agora faz parte do Projeto "Rede de Blogs Cearenses". saiba o que é o projeto lendo mais no endereço Blogs Cearenses  .Esperamos estar contribuindo para a divulgação da cultura, história do povo taboense em todo o Ceará. A participação de todos os taboenses é importante com matérias enviadas pela comunidade, fotos históricas, causos ilustrados, etc. Ajude a mostrar Monsenhor Tabosa ao mundo. Contate-nos nos emails drluizmesquita@gmail.com - drluizmesquita@uol.com.br e drluizmesquita@hotmail.com  

MEMORIAL TABOENSE I - DAVI CAPISTRANO DA COSTA

APESAR DE DAVI CAPISTRANO TER NASCIDO EM JACAMPARI ( DISTRITO DE BOA VIAGEM VIZINHO A MONSENHOR TABOSA), VEIO PARA NOSSO MUNICÍPIO AINDA CRIANÇA PARA MORAR E ESTUDAR. PORISSO É CONSIDERADO COMO UM TABOENSE. VAMOS PROCURAR RESGATAR UM POUCO DA HISTÓRIA DESSE CONTERRÂNEO.

DAVI CAPISTRANO DA COSTA

(1913-1974): Nome completo David Capistrano da Costa. Nasceu no Ceará. Dirigente do Partido Comunista Brasileiro - PCB. Participou do Levante de 1935, como sargento da Aeronáutica, sendo expulso das Forças Armadas e condenado, à revelia, pelo Estado Novo, a 19 anos de prisão. Participou da Guerra Civil Espanhola como combatente das Brigadas Internacionais e da Resistência Francesa, durante a ocupação nazista. Preso em um campo de concentração alemão, foi libertado e regressou ao Brasil em 1941. Em 1945 foi anistiado e, em 1947, eleito Deputado Estadual em Pernambuco. Entre 1958 e 1964 atuou na política pernambucana e dirigiu os jornais "A Hora" e "Folha do Povo". Com o golpe militar, entrou na clandestinidade e asilou-se na Checoslováquia, em 1971. Retornou ao Brasil em 1974, atravessando a fronteira em Uruguaiana, Rio Grande do Sul, em um taxi. David Capistrano foi seqüestrado no dia 16 de março de 1974, no percurso entre Uruguaiana e São Paulo.
Fonte: MOVIMENTO TORTURA NUNCA MAIS



"Sobrinho de Manuel Valdivino, DAVI começou, profissionalmente, na loja, do tio, de onde se mudou para o Rio de Janeiro.
Ingressou na Aeronáutica e, no posto de cabo, envolveu-se na Intentona Comunista de 1935.
Com o insucesso da revolta, Davi asilou-se na Argentina, de onde, foi para a Espanha, lutando ao lado das forças comunistas, no posto de Capitão.
Com a vitória das forças franquistas, na Espanha, Davi fugiu para a França, onde, lutou ao lado dos Maquis, contra as forças alemãs.
Anistiado em 1945, voltou ao Brasil e passou a dirigir um jornal em Recife, chegando a se eleger deputado estadual, pelo Partido Comunista, cujo mandado foi, posteriormente, cassado
Por alguns anos, viveu na clandestinidade,
Preso, quando da Revolução de 1964, teve sua liberdade, juntamente, com a de vários outros contra-revolucionários, trocadas pela do embaixador suíço, que fora sequestrado.
Refugiou-se na Tchecoslováquia e ao tentar voltar, clandestinamente, ao Brasil, desapareceu, sendo anos depois dado como morto.
Davi foi um vulto de destaque no Partido Comunista Brasileiro e no Comunismo Internacional
Era amigo de Carlos Prestes e, segundo Tarcísio Leitão, era consultado e ouvido por Mao TSE Tung.
Seu filho, Davi Capistrano Filho, médico, foi prefeito de Santos - SP.

                                         Dr Helder Mesquita"

MAIS SOBRE DAVI CAPISTRANO:


David Capistrano da Costa
Ficha Pessoal
Dados Pessoais
Nome: David Capistrano da Costa
Cidade:
(onde nasceu)
Boa Viagem
Estado:
(onde nasceu)
CE
País:
(onde nasceu)
Brasil
Data:
(de nascimento)
16/11/1913
Atividade: Militar
Dados da Militância
Organização:
(na qual militava)
Partido Comunista Brasileiro PCB
Brasil
Nome falso:
(Codinome)
Enéas Rodrigues da Silva
Morto ou Desaparecido:
Desaparecido
16/3/1974
Brasil
Clandestinidade
Dados da repressão
Orgãos de repressão
(envolvido na morte ou desaparecimento)
Departamento (Estadual) de Ordem Política e Social/SP DOPS/SP ou DEOPS/SP SP Brasil
Biografia
Documentos
Artigo de jornal
Anistia pede pelo partisan David. Folha de S. Paulo, São Paulo, 4 out. 1978. Com carimbo do arquivo do DOPS. O Movimento Matogrossense pela Anistia e Direitos Humanos enviou uma carta para o então presidente da França, Valery Giscard D'Estaing, pedindo para ele intervir junto ao governo brasileiro no sentido de obter informações sobre o desaparecimento de David Capistrano. O motivo para este pedido para o presidente francês vem do fato de David ter participado da Resistência contra a invasão alemã, durante a Segunda Guerra.

Artigo de jornal
Auditoria da Marinha absolve acusados do PC. Folha de S. Paulo, São Paulo, 21 set. 1978. Com carimbo do arquivo do DOPS. O Conselho Permanente de Justiça absolve, por prescrição da ação penal, Luiz Carlos Prestes, Marco Antônio Tavares Coelho, Dimas de Assunção Perrim, João Massena Melo, Elson Costa, Orlando Rosa, David Capistrano, Luiz Inácio Maranhão Filho, Hiran de Lima, Itair José Veloso, Jaime Amorim, entre outros. O Comitê Brasileiro pela Anistia convocou para uma entrevista coletiva os familiares de desaparecidos que constam na lista de absolvidos com a intenção de apelarem junto ao governo no sentido de obter informações sobre o paradeiro de seus familiares.

Artigo de jornal
Líder do MDB pergunta por preso político. Folha de S. Paulo, São Paulo, 7 nov. 1975.Com carimbo do arquivo do DOPS. O líder da oposição na Câmara pediu ao ministro da Justiça a localização de várias pessoas desaparecidas, são elas: David Capistrano, José Salvador Farol, Roberto Mota, Marcio Campos, Alex Versola, Cirineu Martins Cardoso, Marcos Cardoso e José Carlos Silveira. Artigo incompleto.

Artigo de jornal
Familiares fazem apelo ao governo por desaparecidos. Folha de S. Paulo, São Paulo, 15 set. 1978. Com carimbo do arquivo do DOPS. Familiares de David Capistrano, João Massena e Itair José Veloso fizeram um apelo ao governo para que se pronuncie oficialmente sobre o paradeiro desses e de mais outras cinco pessoas. Segundo Maria Carolina, filha de David, a família recebeu de David um telegrama informando de sua volta ao Brasil em 1974, até então ele estava na Tchecoslováquia, e este foi seu ultimo contato. Desde então a família procura o seu paradeiro entre autoridades governamentais e órgãos de segurança. Massena desapareceu em São Paulo em 1974 e Veloso em 1975.

Artigo de jornal
Hiran Pereira: já de volta, amanhã, de Fernando de Noronha. Jornal do Comércio, Recife, 18 jun. 1961. Informa que por ocasião do fim da greve estudantil Hiran de Lima Pereira, David Capistrano da Costa e Irineu Ferreira, detidos em Fernando de Noronha, seriam libertados.

Artigo de jornal
Exército soltou comunistas. Diário de Pernambuco, Recife, 20 jun. 1961. Informa que, com o fim da greve universitária, o IV Exército soltou Hiran de Lima Pereira, David Capistrano da Costa, Ramiro Justino e Irineu Ferreira, que estavam presos em Fernando de Noronha.

Artigo de jornal
Dep. Barbosa Lima Sobrinho requererá o "habeas corpus". Diário de Pernambuco, Recife, 15 jun. 1961. Informa que o deputado Barbosa será convidado a requerer em Brasília o "habeas corpus" em favor de Hiran de Lima Pereira, Irineu Ferreira e David Capistrano, presos pelo IV Exército durante a greve universitária e que, representantes de órgãos de classe aos quais pertencem os citados irão se reunir com o comandante do IV Exército para solicitar a quebra da incomunicabilidade dos mesmos. No verso do artigo há carimbo da Secretaria de Segurança Pública de Pernambuco.

Foto
Foto original e preto e branco de busto.

Relatório
Documento do DOPS/SP de 21/10/79 com relato feito por informante do setor estudantil sobre o debate político sobre a classe operária, que deveria ocorrer com David Capistrano, até então considerado desaparecido. Segundo o informante, não foi possível notar a presença de qualquer liderança política/estudantil, nem de David.

Relatório
Documento do Serviço de Informação da Delegacia de Ordem Política e Social para difusão entre órgãos da repressão de 02/04/76. Em diligência realizada na residência de Tânia Cruz da Costa, filha de David, foram encontrados recortes de jornais de 1946 e 1952 que relatam as atividades comunistas de David no estados de São Paulo e Ceará.

Relatório
Documento da Divisão de Informações da Polícia Civil de 03/12/81, com histórico de suas atividades no Partido Comunista Brasileiro e condenações pela Justiça Militar, entre 1935 e 1973. Contém também informações de ofícios, relatórios internos, cartas e artigos de jornais encontrados no arquivo do DOPS relacionados às atividades políticas de David no Brasil e às buscas dos familiares pelo paradeiro de David, a partir de 1974, quando este já se encontrava desaparecido. Indica os códigos para a localização dos documentos no arquivo do DOPS.

Relatório
Documento incompleto com carimbo do arquivo do DOPS com informações de reuniões de trabalhadores em Santos e em Osasco. Indica haver como anexos relatórios sobre reuniões, encontros e palestras sobre questões trabalhistas. Um destes é o relatório do DOPS sobre o encontro com tema "A classe operária e os partidos políticos", promovido pela diretoria do Movimento Cultura Popular e apresentado por David Capistrano.

Livro
Comitê Brasileiro de Anistia e Comissão de Familiares de Desaparecidos Políticos Brasileiros - familiares, amigos e ex-militantes da Ação Popular Marxista-Leninista (APML). "Onde estão? - desaparecidos políticos brasileiros". 44 p. Possui a foto de Honestino Monteiro Guimarães à capa, presidente da UNE em 1973 e um dos militantes visados pelo regime militar, além da biografia e documentos referentes a outros mortos ou desaparecidos pela repressão de 1968 a 1973. Material produzido por volta de 1983 como homenagem e instrumento de luta para que estes fatos não voltem a acontecer e para que sejam prestadas contas sobre o paradeiro destas e muitas outras pessoas. Inclui transcrição de alguns artigos de jornais sobre desaparecidos políticos e listas com nomes dos desaparecidos e mortos políticos desde 1964.

Termo de declarações
Documento da Comissão de Justiça e Paz de São Paulo com depoimento de Maria Augusta de Oliveira, companheira de David, de 22/02/91, sobre o período em que David viveu clandestinamente, seu desaparecimento, e a luta dos familiares para encontrá-lo.

Folheto
Documento elaborado provavelmente por familiares, por volta de 1974, denunciando que o seqüestro e o desaparecimento de pessoas presas pela polícia política brasileira não constituem casos isolados. Comunica que a Arquidiocese de São Paulo prepara um dossiê que será enviado ao Vaticano com os nomes e detalhes sobre as prisões arbitrárias e o posterior desaparecimento dos presos. Informa casos de vários desaparecidos, cujos familiares lutam sem sucesso por informações. Cita o desaparecimento precedido de prisão, a 23/02, dos estudantes Eduardo Collier Filho e Fernando Augusto de Santa Cruz Oliveira; a prisão do professor Luiz Ignácio Maranhão em 04/03, presumivelmente pelo delegado Sérgio Fleury e seu posterior desaparecimento; prisão e desaparecimento de David Capistrano, de 60 anos, e José Roman, de 55 anos, acusados de pertencerem ao Partido Comunista Brasileiro (PCB); a prisão, no ano anterior, de Honestino Guimarães, líder estudantil do DCE de Brasília, juntamente com o estudante Humberto Câmara Neto, ambos desaparecidos desde 09/73; o desaparecimento, também nesta época, do deputado cassado em 1964, Paulo Stuart Wright, preso em São Paulo; a prisão dos jovens Alexandre Vannucchi, José Carlos da Mata Machado e Gildo Lacerda e a divulgação na imprensa pelos órgãos de segurança, semanas depois, de suas mortes por "atropelamento" e em "tiroteio com a polícia". Também transcreve alguns trechos da carta enviada ao Ministro da Justiça, Dr. Armando Falcão, em 03/04/74, sobre o desaparecimento de Eduardo Collier Filho e Fernando Augusto de Santa Cruz Oliveira, solicitando que seja informado o paradeiro de ambos.

Ficha pessoal
Documento da Polícia Civil de São Paulo com dados pessoais e histórico resumido das atividades políticas e condenações de David Capistrano.

Ficha pessoal
Documento do DOPS, com informações encontradas em ofícios, relatórios internos e artigos de jornal, recolhidas do arquivo do DOPS, sobre as condenações por atividades comunistas pelo PCB e sobre as atividades de familiares e organizações de direitos humanos para a localização de David. Documento incompleto.

Ficha pessoal
Documento sem identificação da instituição, sem data. Ficha pessoal com foto, qualificação e caracteres cromáticos. O documento é uma foto do original. Está pouco legível.

Artigo de revista
Longe do ponto final. Isto É, São Paulo, 8 abr. 1987, p. 24-25. Artigo incompleto. O psicanalista Amílcar Lobo, único membro dos grupos de tortura a reconhecer os crimes cometidos, joga novas luzes sobre as torturas ocorridas nos porões do quartel da Polícia do Exército (PE) e sobre pessoas que estão oficialmente desaparecidas e que foram torturadas neste quartel.

Mandado de prisão
Documento da 7ª Região Militar de Pernambuco, de 23/02/67, solicitando a prisão de Hiran de Lima Pereira e David Capistrano da Costa, entre outros.

Ofício
Informe da Comissão Naval em São Paulo ao DOPS de 21/02/67 que David é o elemento de ligação entre comunistas de São Paulo e Pernambuco. Cita nomes de pessoas de São Paulo que tiveram contato com ele em Pernambuco.

Ofício
Documento da Universidade de São Paulo para difusão entre os órgãos de segurança e governamentais, de 05/11/75, encaminhando cópia do "Comunicado do Grêmio Politécnico acerca das prisões recentemente efetuadas: preso um professor da Poli", publicado 20/10/75. Trata-se de um manifesto sobre a crise social em que o Brasil passa e a repressão, por parte dos órgãos do estado, a quem discorde da ordem vigente. Narra as violências praticadas contra militantes políticos, entre eles David Capistrano Costa.

Ofício
Relatório de informante ao Comissário Supervisor, assinado por Genaro Guimarães, sem data. Traz informações sobre telefonema feito para o jornal pernambucano, Folha do Povo, onde a pessoa pede o endereço de Hiran.

Legislação
Lei 9.140/95. Diário Oficial, Brasília, n. 232, 5 dez. 1995. Reconhece como mortas pessoas desaparecidas em razão de participação, ou acusação de participação, em atividades políticas, entre 02/09/61 a 15/08/79, e que por este motivo tenham sido detidas por agentes públicos, achando-se, desde então, desaparecidas, sem que delas haja notícias. No Anexo I desta Lei foram publicados os nomes das pessoas que se enquadram na descrição acima. Ao todo são 136 nomes.

http://www.desaparecidospoliticos.org.br/pessoa.php?id=270&m=3
 
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"A família foi dissolvida"
A família Capistrano também foi vítima da ditadura militar. Os problemas começaram a surgir na vida de David Capistrano, desaparecido político e pai do ex-prefeito de Santos David Capistrano Filho, muito antes do AI-5. Capistrano e a família tiveram suas vidas reviradas já no dia do Golpe Militar, em 1º de abril de 1964.
Capistrano era proprietário do jornal "A Hora" em Recife (PE) quando o golpe foi anunciado. "A família foi dissolvida. Meu pai passou a viver na clandestinidade e eu, minha mãe e minhas duas irmãs fomos presos", lembra o ex-prefeito.
Capistrano Filho só reencontraria a mãe e as irmãs em dezembro de 1965. No período em que foi mantido preso num quartel em Recife, ele conheceu os primeiros sinais de tortura psicológica. "Eu tinha apenas 15 anos e fui mantido numa solitária, sem nenhum contato com minha família", desabafa o médico.
A família só voltaria a se reunir, inclusive o pai, em janeiro de 1966, no Rio de Janeiro, onde passaram a residir. David Capistrano, que já tinha mudado a aparência usando bigode e emagrecendo, passou a usar o nome falso de Enéas. Além disso, toda a família era obrigada a agir da forma mais discreta possível. "Não podíamos receber visitas e nem dar o nosso endereço para ninguém", afirma Capistrano Filho.
O cerco começou a fechar para David Capistrano em junho de 1972, período de ditadura mais intenso após o decreto do AI-5. Ele foi para um exílio em Praga, na antiga Tchecoslováquia, onde trabalhou como jornalista na Revista Internacional. "Mas meu pai era muito apegado à família e resolveu voltar ao Brasil".
Porém Capistrano não chegou ao seu destino, tendo desaparecido no trajeto entre a cidade gaúcha de Santa Maria e a capital de São Paulo, junto com um amigo espanhol que o ajudava na viagem. "A certeza da morte do meu pai veio nove meses depois, com a declaração do Governo afirmando que ele continuava exilado em Praga, sendo que já tínhamos informações de pessoas que o abrigaram no Rio Grande do Sul". Mais tarde, ele obteve informações que seu pai e o amigo foram torturados até a morte e que o corpo de Capistrano foi esquartejado e enterrado em pedaços ao longo da Rodovia Rio-Santos.  (Soraya de Souza).

De Maria Augusta, sua companheira:

“David, em 1972, foi para a Europa, uma vez que a situação política do país não permitia sua permanêcencia no Brasil. Desde 1965 sofria perseguições políticas, mas a partir de 1972 não foi mais possível ficar no Brasil. Durante o tempo em que esteve fora do Brasil era difícil manter contato, mas a família sabia que pretendia voltar. Em março de 1974 fomos avisados de que voltaria ao Brasil. Certa manhã, no mês de março, minha filha, Maria Carolina, chegou em casa muito preocupada informando que a família de José Roman havia avisado que David e José Roman haviam saído do Rio Grande do Sul em direção a São Paulo e não se tinha mais notícias deles.

Imediatamente fui à imprensa para denunciar o fato. Somente agora soube pela esposa de José Roman que certo indivíduo que trabalhava em um posto de gasolina contou há pouco tempo que David e José Roman estiveram no posto de gasolina deixando escrito seus nomes em um papel porque desconfiavam que estavam sendo seguidos.

Na mesma ocasião desapareceram Hiran Pereira, Luis Maranhão Filho, João Massena e Jaime Miranda. Os familiares desses desaparecidos começaram a se reunir no escritório do advogado Modesto da Silveira, no Rio de Janeiro, e em seguida outros familiares de desaparecidos nos procuraram e começamos a agir coletivamente. Começamos a procurar movimentos organizados da sociedade, pedindo apoio, tendo conseguido na época que Tristão de Athaíde, furando o bloqueio da censura, publicasse um artigo sobre os desaparecidos. O título era: “Os esperantes”.

Estive em todos os órgãos de repressão em busca de David sendo sempre negada a prisão do mesmo. Em certa ocasião fui ao DOI-CODI da Barão de Mesquita acompanhada da irmã de David, pessoa com grande semelhança física com ele. O oficial que nos atendeu, embora negasse sua prisão e desconhecesse a identidade de sua irmã, traiu-se ao perguntar à mesma se era irmã de David. Tenho certeza pela reação do oficial que ele estava preso na Barão de Mesquita nessa ocaisão.

Naquela época, comentava-se também que vários presos políticos, e entre eles David, estariam no Juqueri (Hospital Psiquiátrico Franco da Rocha). Foi tentada a comprovação desse fato, inclusive por D. Paulo Evaristo Arns, mas nada foi conseguido. Pressionado pelo movimento dos familiares e entidades da sociedade civil, o governo da época divulgou notícia afirmando que David continuava na Europa, não tendo retornado ao Brasil. Meses depois, juntamente com outros familiares e D.Paulo Evaristo, estivemos com Golbery do Couto e Silva, quando foi entregue relatório de cada um dos desaparecidos, sendo que o general Golbery disse aos presentes que analisaria os documentos e daria uma resposta. Tal resposta nunca veio

David foi indiciado em processo o qual, finalmente julgado, o absolveu.

O médico Amílcar Lobo, há pouco tempo, disse a minha filha Maria Carolina, que David foi o último preso que ele assistiu enquanto torturado na Barão de Mesquita. Eu sei que David portava documento em nome de Eneas Rodrigues da Silva.

Algum tempo após o desaparecimento de David, Samuel Dib, em depoimento prestado à policia, descreveu pormenorizadamente a entrada de David no Brasil através da fronteira com a Argentina e sua viagem até São Paulo.”

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

ORGULHO TABOENSE 3 - GABRIEL MESQUITA RODRIGUES FILHO

Dr Gabriel Mesquita Rodrigues Filho
Taboense por naturalidade e de coração, Gabriel Mesquita Rodrigues Filho deixou Monsenhor Tabosa aos 10 anos e foi morar em Fortaleza. Aos 19 anos mudou-se para São Paulo. Na maior cidade do País, apesar das dificuldades, formou-se em Direito no ano de 1995 pelas Faculdades Metropolitanas Unidas (FMU) e se especializou na Universidade de São Paulo (USP) em Direito do Trabalho. Juntamente com sua esposa e outro sócio fundou a Mesquita & Dornelas Advogados Associados, advocacia voltada para o Direito Sanitário e Empresarial. Participou do Fórum Permanente do Judiciário para a Saúde promovido pelo Conselho Nacional de Justiça, no qual se busca soluções para as demandas judiciais que envolvem a saúde da população brasileira. Atualmente, além do exercício da profissão se dedica ao projeto de uma obra jurídica em co-autoria com Verônica Cordeiro da Rocha Mesquita.

É Filho da professora aposentada Auristéia Mesquita (Tia Téia) e do ex-vereador Gabriel Mesquita, de cujo casamento nasceram ainda Rivelino Mesquita e o prof. Luiz Robsniel. Tem mais 2 irmãos de casamentos paternos, Netinha e Gabriel Júnior. É mais um taboense que vem abrilhantar esse espaço do blog onde pretendemos mostrar que o fato de nascer em nossa cidade também lhe dá o direito de sonhar e lutar pelos seus objetivos. 




CONTATO:
Gabriel Mesquita Rodrigues Filho
Mesquita & Dornelas Advogados Associados


Largo da Misericórdia, 23 - sala 406
Centro - São Paulo
3101.0150 - 8347.1131
www.mesquitaedornelasadvogados.com.br

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

SITE CEARÁ REGIONAL DIVULGA FOTOS DA FESTA DE JANEIRO EM MONSENHOR TABOSA

HORÁRIOS DE TRANSPORTE PARA CRATEÚS

foto meramente ilustrativa


A COOPSTRANSCRAT venceu licitação para realizar o transporte  de passageiros de Monsenhor Tabosa a Crateús. O transporte agora é feito todos os dias, diferente dos horários anteriores dos ônibus, que não circulavam aos domingos e feriados. 


HORÁRIOS DE MONSENHOR TABOSA A CRATEUS - saída em frente a Loja Sortidão do Fifiu


2ª a 6ª feira - 5:30 h, 6:00h e 13:00h
sábado - 5:30h e 6:00h
domingo - 6:00h

HORÁRIOS DE CRATEÚS A MONSENHOR TABOSA - saída em frente ao ponto do pastel (ao lado do clube Sargento Hermínio)

2ª a 6ª feira - 9:00h , 12:00h e 16:00h
sábado - 9:00h e 12:00h
domingo - 10:00h

COOPTRANSCRAT – Cooperativa dos Motoristas de Transporte Alternativo de Crateús
Nº de registro: 547
Responsável em Mons Tabosa - "Chocolate" - 85 92037202 e 8596229641
Endereço: Rua Dr. Moura Fé, 381 – Bairro: São Vicente
Município: Crateús – CEP: 63.7000-000
Fone: (88) 3691.1004
E-mail: cooptranscrat@yahoo.com.br

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

ORGULHO TABOENSE 2 - RAIMUNDO RODRIGUES DE CASTRO

Raimundo Rodrigues de Castro, nascido em 25 de junho de 1946, em uma cidade do interior cearense, a pequena e aconchegante Monsenhor Tabosa, ainda muito jovem e após haver prestado o Serviço Militar Obrigatório, saiu de sua Terra Natal com destino a Brasília em busca de realizar sonhos.
Após uma longa, difícil e cansativa viagem, cujos percalços são por ele relatados em seu livro Pelos Caminhos da Vida, chegou ao seu destino. Não imediatamente, ingressou na Polícia Militar do Distrito Federal, como soldado de 2ª Classe, atingindo o oficialato e de onde só saiu por conclusão de serviço, no posto de 1º Tenente, passando à condição de Reserva Remunerada.
Hoje, lembra-se com saudade dos tempos vividos na “caserna”. Conta-nos muitas histórias e orgulha-se do fato de nunca ter sofrido qualquer punição, apesar da rigidez que o regime da época impunha.
Em seu curriculum constam vários elogios de autoridades diversas em reconhecimento ao brilhantismo e dedicação verificados no desempenho de suas atribuições de natureza policial.
É detentor de algumas condecorações (medalhas de bronze e de prata), em reconhecimento aos bons serviços prestados à honra, segurança e tranqüilidade pública.
Hoje, como um bom saudosista presenteia seus conterrâneos e familiares, com esta obra “ Quatro Décadas de Saudade”, que são reminiscências do seu tempo de infância e adolescência relatadas com muita espontaneidade e carinho.
Raimundo Rodrigues de Castro é um autêntico amante do simples, e um admirador do caboclo; um nostálgico.
Sua obra é recomendada de forma especial para o povo de sua Terra possuidor das mesmas raízes dos mesmos sentimentos de nostalgia e recordações.
AUTOR: MARIA CLÁUDIA ARAÚJO DE CASTRO NO LIVRO QUATRO DÉCADAS DE SAUDADE CAP XII

PREFÁCIO DO LIVRO QUATRO DÉCADAS DE SAUDADE (RAIMUNDO RODRIGUES DE CASTRO)

Prefácio
Sendo a história uma inserção plural do ser humano no universo concreto da sociedade, é de fundamental importância o substrato da memória na reconstrução do passado. O conhecimento histórico constitui-se assim numa bússola norteadora, na medida em que elucida o vínculo entre a sucessão de gerações e o tempo histórico que as acompanha, viabilizando uma compreensão de como as especialidades de convívio social foram produzidas através dos tempos e a origem do processo que as caracterizou.
“ Quatro Décadas de Saudade “, com certeza, é um mergulho no ontem. Não focaliza os acontecimentos por si sós, mas pelo que revelam sobre a cultura e o tempo em que ocorrem e, é com essa perspectiva metodológica que faz reviver e dá voz a personagens que os caminhos do tempo quiseram calar.

O Autor, conhecendo as coisas da sua terra e da sua gente, tem o dom de transferir para o papel esse seu conhecimento fático, as suas observações de meninice, de adolescência, enfim, a sua vivência passada nos anos em que morou em Monsenhor Tabosa.
A ausência prolongada de sua terra, por certo, fez brotar essa chama escritora. A saudade o fez corporificar as lembranças traduzidas pela singular sensibilidade própria das almas afetas as suas origens. Perscruta com sutil percepção acontecimentos que, superpostos, vão dando contornos e fazendo emergir memórias adormecidas: um tempo, uma época e um gente que foram flagrados pela memória do autor.

Discorre com muita habilidade a respeito do cotidiano social do seu berço natal, demonstrando a rígida divisão daquela sociedade em classes sociais, onde o sistema tomava como baliza o poder econômico e a dita “ boa “ ancestralidade para certificar e autorizar o pertencimento dos cidadãos a uma determinada esfera social, ou seja, “primeira” ou “segunda” classe.

Contudo, o autor não toma essa estratificação como empecilho as suas lembranças, tramita com muita tranqüilidade em todos os níveis sociais, resgatando acontecimentos, dando visibilidade a figura populares e aguçando curiosidades quando, educadamente, omite nomes.

Assim é “Quatro Décadas de Saudade”, enquanto a sensibilidade do autor reconstitui memórias, a saudade e o coração produziram o texto que, sem dúvida, muita contribuição dará ao patrimônio bibliográfico e histórico-cultural de Monsenhor Tabosa.
Maria do Socorro Castro Soares
Quatro Décadas de Saudade
Lembranças Que Não Se Apagam
Essa palavra saudade,
Conheço desde criança
Saudade de amor ausente
Não e Saudade é lembrança
Saudade só é saudade
Quando morre a esperança.
(Pinto de Monteiro)



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