segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

ORGULHO TABOENSE 4 - JOSÉ HELDER DE MESQUITA (DR HELDER)

Helder e Heloísa

Família Almeida Mesquita



Nascido em 30 de março de 1935, na cidade de Monsenhor Tabosa,  fez seus primeiros estudos primários nas precárias escolas de sua cidade natal.

Transferiu-se, aos doze anos de idade, para estudar na Escola Apostólica de São José (Tianguá/Ce), dirigida pelos  frades franciscanos (Ordem dos Frades Menores - OFM).

Depois se matriculou no Seminário São José de Sobral, onde estudou por 06 anos, partindo, em seguida, para o curso de filosofia no “Seminário Maior da Prainha”, de onde saiu, em 1955.

Em 1957 ingressou, através de exame vestibular, na Faculdade de Direito da UFC, tendo colado grau de Bacharel em Ciências Jurídicas e Sociais, no ano de 1961 e, logo em seguida se registrado na Ordem dos Advogados do Brasil.

No mesmo ano, em 25 de dezembro, foi à sua terra, Monsenhor Tabosa, e ali, pediu a mão de sua bem amada Heloisa, com quem noivou, tendo se casado em dezembro de 1962 e vive, até hoje, uma união feliz e prolífera.

Com o diploma nas mãos e a carteira da OAB no bolso, o autor se lançou nas lides jurídicas, como Advogado militante, no período de 1962 a 1968, exercitando a advocacia nos mais diversos municípios cearenses (Independência, Novo Oriente, Quiterianópolis, Tauá, Parambu, Arneiroz, Pedra Branca, Tamboril, Monsenhor Tabosa, Santa Quitéria, Hidrolândia, Nova Russas, Ipu e Guaraciaba do Norte) com escritório sediado na cidade de Crateús.

Em 1968 ingressou, através de concurso público, na Magistratura como Juiz de Direito, tendo judicado até 1995, quando se aposentou na Entrância Especial, sempre sendo promovido por merecimento. Algumas vezes tomou assento no pleno do Tribunal de Justiça do Ceará e foi membro do Tribunal Regional Eleitoral do Ceará durante 4 anos.

Como Juiz de Direito, trabalhou em várias comarcas e termos cearenses(Cariré, Sobral, Jaguaribe, Icó, Pereiro, Jaguaretama, Solópole, Tauá, Parambu, Cococi, Arneiroz, Catarina, Baturité , Capistrano, Itapiuna, Mulungu, Aratuba, Pacoti, Guaramiranga, Aracoiaba e Fortaleza).

Nas comarcas para onde era designado se integrava imediatamente ao meio social e, ao mesmo tempo, permanecia eqüidistante das diversas correntes políticas, procurando sempre pacificar os ânimos com o intuito de melhor exercitar seu múnus judicante.

Em várias dessas cidades onde exerceu a Magistratura fundou ou se filiou a clubes de serviços (Lions Clube), cuja  finalidade é prestar assistência às comunidades carentes, angariando, assim, o respeito e a amizade dos cidadãos.

Dr. Helder Mesquita, após sua aposentadoria, foi nomeado pelo então governador Tasso Jereissati para ser o Corregedor Geral dos Órgãos de Segurança Pública e Defesa da Cidadania, trabalhando junto com o General Cândido de Vargas Freire na organização, montagem e desenvolvimento das mudanças naquela Secretaria. Enfrentaram com brilhantismo o movimento grevista da policia civil naquela época.

É cidadão de vários municípios cearenses, entre eles Fortaleza.

Atualmente é membro da Academia Leonística de Cultura no Ceará, bem como pertence também à Academia Maçonica de Letras. Na mesma maçonaria galgou todos os graus, chegando a fazer um discurso considerado como uma das pérolas da maçonaria por todos ao presentes no dia de seu ingresso no Grau 33,último grau da filosofia maçônica.

O Dr. Helder Mesquita já escreveu dois livros:
- “Monsenhor Tabosa e Suas Histórias” e “João Pinto de Mesquita, O Patriarca do Jacurutu”.

          Teve como avós paternos, José Alves de Mesquita Neto e dona Maria Perpétua de Mesquita Benevides (dona Marocas) e Boaventura Alves de Mesquita, o Major Ventura da vila da Telha, como avô materno e casado com Maria da Conceição de Mesquita.                                                                                                                                    

São seus pais, o comerciante, Luis Alves de Mesquita, natural de Santa Quitéria e sua esposa, dona Luisa Santina de Mesquita, de prendas do lar, natural de Monsenhor Tabosa, mas filha de quiterienses.

Dona Santina era prima legítima de seu sogro, José Alves de Mesquita Neto. Ambos, netos de José Alves de Mesquita, bisavô materno e, ao mesmo tempo, trisavô paterno.  

DONA SANTINA E "SEU" LUIS ALVES

Sobre seus pais diz Helder Mesquita:

“Meu pai pode ser considerado um herói. Aos dezessete anos, ficou órfão de pai, tornando-se arrimo de família, com a mãe e seis irmãos menores para sustentar. Deixou os estudos e entregou-se ao trabalho braçal. Foi vaqueiro de seu avô paterno, o Coronel Manoel Severino Máximo de Mesquita, na fazenda Retiro. Foi cassaco, trabalhando, no pesado, na construção da ladeira da Mina, estrada ligando Ipu a Campo Grande, hoje, Guaraciaba do Norte. Foi pequeno comerciante em Santa Quitéria e, finalmente foi para Monsenhor Tabosa, como corretor de Assis Lobo, onde, numa labuta de sol a sol, acabou de criar os irmãos, educou todos os filhos, foi prefeito da cidade e tornou-se um grande agropecuarista do município e seu maior comerciante. Morreu de um infarto no miocárdio aos sessenta e oito anos de idade, em Monsenhor Tabosa, às 22 horas do dia 30 de abril de 1970.

Minha mãe, dona Luisa Santina de Mesquita, era uma senhora piedosa e muito caridosa. Fazia parte de várias associações pias e ajudava a muitas pessoas pobres. Muito dedicada a seus afazeres domésticos, ótima dona de casa, excelente mãe, adorável irmã e prestimosa esposa. Meu pai sofreu o seu primeiro enfarto aos cinquenta e cinco anos e, durante treze anos, nunca mais gozou saúde, passando grande parte de sua vida, interno na Casa de Saúde São Raimundo e minha mãe, mesmo com a saúde abalada, sofria do mal de Parkinson, sempre lhe ficou ao lado. A vida toda cuidou de dois irmãos inválidos.

Faleceu de um AVC, em Fortaleza, na madrugada de 30 de junho de 1978, aos setenta e quatro anos de idade.   

Do casamento de meus pais, nasceram quatro filhos, eu e meus irmãos, Sebastião Heldenir de Mesquita, nascido em 09 de setembro de 1937, grande intelectual e conceituado poeta, residente em Salvador Bahia, onde desfruta de sua aposentadoria ao lado dos filhos e da esposa, Walderez Cavalcante de Mesquita; Maria do Socorro de Mesquita, nascida no dia 25 de novembro de 1939, agrônoma e professora aposentada, residente em Monsenhor Tabosa, onde é líder política de prestígio e desfruta de sua aposentadoria ao lado dos filhos e dos netos e Quitéria Auristéa de Mesquita, nascida no dia 24 de março de 1942, residente em Monsenhor Tabosa, onde desfruta, ao lado dos filhos, de sua aposentadoria além de Sebastiana Cavalcante de Mesquita, conhecida por Célia, nascida no dia 11 de janeiro de 1952, filha de uma irmã da mamãe e criada, como filha, por meus pais, casada com o agrônomo, José Távora Pinheiro, líder político na cidade de Jaguaribe, onde reside e de onde já foi prefeito por quatro vezes.”

Hoje Helder Mesquita tem uma herança familiar de 4 filhos (Estefânia, Luiz - Izabel, Helder – Manuela e Regina - Paolo) e 10 netos (Andressa, Ariane, Matheus, Lucas, Rebecca, Isabelle, Jonatas, André Luiz, Bruno e a pequena ítala-brasileira Natália) e reside atualmente em Fortaleza, capital do Ceará.

Esse é um pouco da vida de José Helder de Mesquita, meu pai e um dos orgulhos dessa Monsenhor Tabosa que todos aprendemos a amar.




TEXTO TEVE COMO FONTES ANOTAÇÕES DE F. AYRTON AGUIAR E DR HELDER MESQUITA 

Um comentário:

Estefania disse...

A família, lá em cima, segundo o senhor meu pai, é Almeida DE Mesquita.