quinta-feira, 7 de abril de 2011

PRIMEIRA MORTE POR DENGUE HEMORRÁGICA ASSUSTA NOSSA CIDADE


Monsenhor Tabosa registrou o primeiro caso de morte por dengue hemorrágica. A vítima Francisco Eudes Sousa Silva, 26, residente na localidade de Jacinto,fazia parte da comunidade dos Potiguaras, no município de Monsenhor Tabosa. Para as pessoas mais próximas era conhecido como “Eudes do Zé Gato”. O caso foi confirmado pela Coordenadora de Endemias da Secretaria de Saúde do município, Ademaria Timóteo Rosa.
Eudes deu entrada em estado grave no Hospital e Maternidade Francisquinha Farias Leitão, e em seguida, foi transferido imediatamente para a unidade de referência na cidade de Crateús. Em entrevista na rádio local, Dra Ademária falou que a direção do hospital de Monsenhor Tabosa entrou em contato com a cidade de Crateús onde um enfermeiro garantiu que em caso de dengue hemprrágica poderia transferir para aquela cidade. Ao chegar a Crateus, Eudes foi imediatamente transferido para a Santa Casa de Misericórdia de Sobral, onde não resistiu e veio à óbito na madrugada desta quinta-feira (7).
Em informação conseguida nos foi relatada que a contagem de plaquetas da vítima estava em 6000/mm³. Quando o normal na contagem de plaquetas é de 150.000 a 400.000/mm³.


VAMOS ENTENDER O QUE SÃO PLAQUETAS


As plaquetas são fragmentos  citoplásmicos sem núcleo, que são responsáveis pela formação do coágulo (sangue coagulado ou como chamamos no interior cearense – sangue coalhado). Em pessoas com poucas plaquetas não ocorre a coagulação e , portanto, o sangramento não para.
Uma pessoa normal tem entre 150.000 e 400.000 plaquetas por mm³ (ou por ml) de sangue. Sua diminuição ou disfunção pode levar a sangramentos, assim como seu aumento pode aumentar o risco de trombose.
A diminuição das plaquetas é chamada de TROMBOCITOPENIA.
Somente a redução das plaquetas não caracteriza um quadro de dengue pois muitas viroses e quadros infecciosos produzem redução da quantidade dessas plaquetas. Em muitos casos a ingestão exagerada de álcool pode ocasionar essa redução plaquetária.
LEI MUNICIPAL
Ademária Temoteo disse que o combate ao mosquito é de extrema relevância, mas que o maior cuidado é aquele caseiro, onde o habitante extermina os focos em sua casa, evitando a proliferação do mosquito. Ademária disse que os agentes de endemias já estiveram em muitas residências, constataram focos, combateram os focos e retornaram posteriormente quando puderam constatar, in loco, que os focos estavam presentes novamente. A coordenadora falou que a administração municipal vai usar a lei municipal que autoriza multar o munícipe nesses casos. Pode ser que sentindo no bolso o taboense se convença que a dengue não é umm mosquitinho qualquer. O combate é permanente.
Temos visto manifestações da sociedade taboense demonstrando preocupação. Um dos preocupados é o pequenop empresário Flávio Ribeiro, “Flávio do Chico Perça”, que neste dia na comunidade “Monsenhor Tabosa” no site de relacionamento do Orkut, convocou os taboenses a se unirem nessa guerra contra o mosquito.


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